Iniciativa Negritudes Globo realiza o evento 'Pré-Motins' em Belém A programação do Negritudes Globo em Belém teve início nesta quinta-feira (29), a partir do Pré-Motins, realizado pelo Festival Psica na Casa Dourada, no bairro da Cidade Velha. O encontro marca o começo de uma série de atividades que se estendem pelos próximos dias e transformam a capital paraense em território de troca entre artistas, criadores locais e profissionais do audiovisual ligados à Globo. Segundo Ronald Pessanha, líder do Negritudes Globo, a presença em Belém faz parte da proposta do projeto de circular pelo Brasil e ampliar repertórios a partir das vivências reais dos territórios. “O Negritudes chega a Belém na primeira ação do ano celebrando cinco anos de projeto. Nosso compromisso é valorizar a cultura negra brasileira e criar oportunidades reais para talentos que muitas vezes estão fora do centro. Estar aqui é reconhecer a potência criativa da Amazônia e aprender com essas narrativas”, afirma. A tarde abriu com a exibição do filme Boiúna, premiado com três Kikitos no Festival de Gramado, seguida de uma conversa com atrizes e realizadores sobre o fortalecimento do audiovisual produzido no Norte, que fala do Norte, e os caminhos para ampliar a presença dessas narrativas no circuito nacional. O debate avançou sobre representatividade, autonomia criativa e os desafios de disputar espaço em um mercado historicamente centralizado no eixo Sul-Sudeste. Bruna Suelen, diretora criativa e escritora, babá Edson Catendé, a pesquisadora Jaqueline Souza, Lúcia Helena Alfaia, e o ator da Globo Breno da Matta Gil Sóter/g1 Pará Ao longo da programação, o público acompanhou o debate Narrativas de Brasil a partir do território ancestral amazônico e das memórias dos povos originários e de matriz africana, que reuniu o ator Breno da Matta, do elenco do remake de Renascer, ao lado de Bruna Suelen, diretora criativa e escritora, da pesquisadora Jaqueline Souza, do babá Edson Catendé e de Lúcia Helena Alfaia. A mesa discutiu a construção de personagens, imaginários e histórias a partir de experiências reais dos territórios amazônicos, fugindo de estereótipos e ampliando a presença dessas narrativas no audiovisual brasileiro. Já o debate sobre Amazofuturismo foi mediado por Pitel, ex-BBB, assistente social e influenciadora, com participação de Andrey Rodrigues, do projeto Caboquisse, abordando estética, tecnologia ancestral e criação cultural a partir das encantarias da Amazônia. A programação também contou com apresentações musicais que evidenciaram a diversidade sonora da Amazônia, com shows de Moraes MV, Gang do Eletro, Mestre Dimmi e do grupo Carimbó Sensacional, conectando o debate cultural à pulsação da música periférica e tradicional do Pará. Ronald Pessanha fala da parceria do Negritudes Globo e Psica em Belém Imersão na cultura amazônica e "caça-talentos" Nesta primeira etapa, o Negritudes trouxe à cidade autores do núcleo de humor da Globo, além de executivos dos Estúdios Globo, para uma vivência de quatro dias. A programação inclui encontros com artistas, produtores culturais e comunicadores locais, visitas a espaços simbólicos da cidade e momentos de troca direta com quem produz cultura na Amazônia. Depois do início no Pré-Motins, as atividades seguem com um circuito que inclui tour pelo centro histórico de Belém, encontro na TV Liberal com profissionais da cultura local, jantar com influenciadores da cidade e uma imersão na Ilha do Combu, onde o grupo conhece processos tradicionais, como a produção artesanal de chocolate, além de ateliês de artistas visuais e criadores amazônicos. O encerramento acontece em espaços culturais da cidade, reforçando a ideia de circulação e vivência plena do território. “A ideia é criar uma oportunidade de ouro para que a cena local esteja em contato direto com profissionais que escrevem, produzem e pensam o audiovisual brasileiro. Quando esses autores conhecem pessoas reais, histórias reais e culturas vivas, eles passam a levar isso para a tela com mais profundidade, fugindo de estereótipos”, explica Ronald Pessanha. A programação também reforça o pilar de imersão do Negritudes Globo, que seleciona profissionais negros do audiovisual para experiências formativas em diferentes regiões do país. Em Belém, a proposta é que o intercâmbio aconteça em mão dupla: profissionais da cidade apresentam seus trabalhos, trajetórias e projetos, enquanto os convidados ampliam repertórios e constroem conexões que podem gerar oportunidades futuras. Gerson Dias, Ronald Pessanha, líder da Negritudes Globo, e Jeft Dias Gil Sóter/g1 Pará O Norte no centro Para o Festival Psica, a parceria representa o reconhecimento de um trabalho construído a partir dos territórios amazônicos. Segundo Gerson Dias, diretor do Psica, a aproximação com o Negritudes dialoga diretamente com os princípios que orientam o festival há mais de uma década. “Tudo o que a gente faz passa pela inclusão de pessoas pretas, indígenas e periféricas. Isso faz parte do nosso DNA. Ter o Negritudes aqui é um reconhecimento desse caminho e uma troca muito verdadeira, que coloca a Amazônia no centro das conversas”, destaca. Jeft Dias, também diretor do Psica, reforça que o encontro amplia a circulação das narrativas amazônicas para além do festival. “O Psica sempre se dedicou a contar histórias que normalmente não ganham espaço. Essa parceria cria um movimento de ida e volta: traz pessoas de fora para conhecer a nossa realidade e leva nossas criações para outros lugares do Brasil”, afirma. A programação do Negritudes Globo em Belém começou no Pré-Motins, mas segue ao longo dos próximos dias, consolidando a cidade como espaço de criação, escuta e conexão entre culturas negras, amazônicas e o audiovisual brasileiro contemporâneo. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
Negritudes Globo chega a Belém com imersão no Psica e conexão entre criadores amazônicos e o audiovisual nacional
Escrito em 30/01/2026
Iniciativa Negritudes Globo realiza o evento 'Pré-Motins' em Belém A programação do Negritudes Globo em Belém teve início nesta quinta-feira (29), a partir do Pré-Motins, realizado pelo Festival Psica na Casa Dourada, no bairro da Cidade Velha. O encontro marca o começo de uma série de atividades que se estendem pelos próximos dias e transformam a capital paraense em território de troca entre artistas, criadores locais e profissionais do audiovisual ligados à Globo. Segundo Ronald Pessanha, líder do Negritudes Globo, a presença em Belém faz parte da proposta do projeto de circular pelo Brasil e ampliar repertórios a partir das vivências reais dos territórios. “O Negritudes chega a Belém na primeira ação do ano celebrando cinco anos de projeto. Nosso compromisso é valorizar a cultura negra brasileira e criar oportunidades reais para talentos que muitas vezes estão fora do centro. Estar aqui é reconhecer a potência criativa da Amazônia e aprender com essas narrativas”, afirma. A tarde abriu com a exibição do filme Boiúna, premiado com três Kikitos no Festival de Gramado, seguida de uma conversa com atrizes e realizadores sobre o fortalecimento do audiovisual produzido no Norte, que fala do Norte, e os caminhos para ampliar a presença dessas narrativas no circuito nacional. O debate avançou sobre representatividade, autonomia criativa e os desafios de disputar espaço em um mercado historicamente centralizado no eixo Sul-Sudeste. Bruna Suelen, diretora criativa e escritora, babá Edson Catendé, a pesquisadora Jaqueline Souza, Lúcia Helena Alfaia, e o ator da Globo Breno da Matta Gil Sóter/g1 Pará Ao longo da programação, o público acompanhou o debate Narrativas de Brasil a partir do território ancestral amazônico e das memórias dos povos originários e de matriz africana, que reuniu o ator Breno da Matta, do elenco do remake de Renascer, ao lado de Bruna Suelen, diretora criativa e escritora, da pesquisadora Jaqueline Souza, do babá Edson Catendé e de Lúcia Helena Alfaia. A mesa discutiu a construção de personagens, imaginários e histórias a partir de experiências reais dos territórios amazônicos, fugindo de estereótipos e ampliando a presença dessas narrativas no audiovisual brasileiro. Já o debate sobre Amazofuturismo foi mediado por Pitel, ex-BBB, assistente social e influenciadora, com participação de Andrey Rodrigues, do projeto Caboquisse, abordando estética, tecnologia ancestral e criação cultural a partir das encantarias da Amazônia. A programação também contou com apresentações musicais que evidenciaram a diversidade sonora da Amazônia, com shows de Moraes MV, Gang do Eletro, Mestre Dimmi e do grupo Carimbó Sensacional, conectando o debate cultural à pulsação da música periférica e tradicional do Pará. Ronald Pessanha fala da parceria do Negritudes Globo e Psica em Belém Imersão na cultura amazônica e "caça-talentos" Nesta primeira etapa, o Negritudes trouxe à cidade autores do núcleo de humor da Globo, além de executivos dos Estúdios Globo, para uma vivência de quatro dias. A programação inclui encontros com artistas, produtores culturais e comunicadores locais, visitas a espaços simbólicos da cidade e momentos de troca direta com quem produz cultura na Amazônia. Depois do início no Pré-Motins, as atividades seguem com um circuito que inclui tour pelo centro histórico de Belém, encontro na TV Liberal com profissionais da cultura local, jantar com influenciadores da cidade e uma imersão na Ilha do Combu, onde o grupo conhece processos tradicionais, como a produção artesanal de chocolate, além de ateliês de artistas visuais e criadores amazônicos. O encerramento acontece em espaços culturais da cidade, reforçando a ideia de circulação e vivência plena do território. “A ideia é criar uma oportunidade de ouro para que a cena local esteja em contato direto com profissionais que escrevem, produzem e pensam o audiovisual brasileiro. Quando esses autores conhecem pessoas reais, histórias reais e culturas vivas, eles passam a levar isso para a tela com mais profundidade, fugindo de estereótipos”, explica Ronald Pessanha. A programação também reforça o pilar de imersão do Negritudes Globo, que seleciona profissionais negros do audiovisual para experiências formativas em diferentes regiões do país. Em Belém, a proposta é que o intercâmbio aconteça em mão dupla: profissionais da cidade apresentam seus trabalhos, trajetórias e projetos, enquanto os convidados ampliam repertórios e constroem conexões que podem gerar oportunidades futuras. Gerson Dias, Ronald Pessanha, líder da Negritudes Globo, e Jeft Dias Gil Sóter/g1 Pará O Norte no centro Para o Festival Psica, a parceria representa o reconhecimento de um trabalho construído a partir dos territórios amazônicos. Segundo Gerson Dias, diretor do Psica, a aproximação com o Negritudes dialoga diretamente com os princípios que orientam o festival há mais de uma década. “Tudo o que a gente faz passa pela inclusão de pessoas pretas, indígenas e periféricas. Isso faz parte do nosso DNA. Ter o Negritudes aqui é um reconhecimento desse caminho e uma troca muito verdadeira, que coloca a Amazônia no centro das conversas”, destaca. Jeft Dias, também diretor do Psica, reforça que o encontro amplia a circulação das narrativas amazônicas para além do festival. “O Psica sempre se dedicou a contar histórias que normalmente não ganham espaço. Essa parceria cria um movimento de ida e volta: traz pessoas de fora para conhecer a nossa realidade e leva nossas criações para outros lugares do Brasil”, afirma. A programação do Negritudes Globo em Belém começou no Pré-Motins, mas segue ao longo dos próximos dias, consolidando a cidade como espaço de criação, escuta e conexão entre culturas negras, amazônicas e o audiovisual brasileiro contemporâneo. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará